domingo, 14 de fevereiro de 2010

pressentimento

Eu não consigo enxergar,
por mais que exista a luz
eu não enxergo
são apenas vultos,
o indefinido,
mas sinto que queria estar lá,
mesmo sem saber,
mesmo sem olhar,
sei que aqui não é mais meu lugar.
não sinto o cheiro,
não escuto o som,
mas eu tenho que ir para lá,
pois algo em meu peito diz que irei te encontrar,
não vejo, apenas sinto...
sinto que é lá

domingo, 7 de fevereiro de 2010

escravo do amor

Ainda sonho contigo, ainda te quero
Sentado em um banco de praça ainda te espero
Já não conheço teu rosto, já nem sei quem tu és
Mas vais me fazer feliz e irás firmar os meus pés
Terás um sorriso tão lindo que esquecerei meus problemas
E darei a ti minhas mãos pra que coloques tuas algemas
Pois não me importarei em ser teu prisioneiro
Serei sentenciado a um amor verdadeiro
Teus olhos serão tão profundos que fugirão a minha compreensão
Por isso desejarei viver mil anos nesta prisão
A fim de conhecer teus desejos e caprichos,
Torná-los-ei possíveis e degustarei teus feitiços,
Conhecerei cada mancha de tua pele, cada fio dos teus cabelos
Cada curva do teu corpo, da cabeça aos tornozelos
Desvendarei teus mistérios dia a dia, mês a mês
E se no caminho algo der errado, desvendo tudo outra vez
Pois minha felicidade será saber que tu estarás feliz
E que estando ao meu lado terás tudo o que sempre quis
Pois eu serei feliz ao respirar o teu carbono
De poder viver teu dia e poder dormir teu sono
Serei o teu criado, serei o teu senhor
Serei mais do que isso, serei o teu amor

lendas sobre o amor

Há muitas lendas sobre o amor
A verdade, quem foi que falou?
Pra quem nunca amou
O amor é uma surpresa
Pra quem já amou
O amor é incerteza
E pra quem ama
Ele é a expressão da beleza
Mas que beleza é essa que causa feridas de morte?
E a mesma que faz sorrir ou achar que tenho sorte
Então, me diga o que esperar do amor?
Do amor não se espera nada, ninguém nunca lhe falou?
Apenas se doa amigo, sem olhar pro que ganhou
Já ganhei muitas rosas, mais não tiraram-lhe os espinhos
Sei que é belo e doloroso e ninguém explica seus caminhos
E como faço pra encontrá-lo?
Procure nos labirintos da vida
Talvez encontre uma saída
E como faço pra esquecê-lo?
Pergunte ao mais sábio dos homens
E ele não saberá responde-lo
Cada um dá a sua forma, sua textura, sua cor
Nesta arte abstrata que chamamos de amor
A verdade eu nem sei, dizem que é relativa
Dizem que quando se ama, leva-se pra toda vida
E quando se perde um amor, será que existe saída?
Espero que haja esperança enquanto se tem a vida
Há mistérios sobre o amor e indagações sobre a verdade
Nestas questões o ilusório se funde a realidade
Hoje pode ser perfeito e amanha banalidade
Já não sei o que escrever minha idéia já acabou
Afinal não sou poeta, sou um mero pensador
Tentando falar sobre algo que a ciência não explicou
Sei que ele é divino, conheço o seu sabor
Mas não me atreveria a afirmar o que é o amor

ilusão

Todas as noites antes de dormir, eu bebo doses de ilusão
Na ânsia de sonhar contigo, de te ter ao meu lado
Mas pela manha a realidade abre meus olhos
E mostra o quão vazio esta o meu mundo
O único lugar em que você habita é o meu pensar
Pois a distancia entre nós é notória
Nem sei como ainda consigo ver tua face tão nítida,
Ouvir tua voz tão clara
Se á tanto tempo não nos vemos nem nos falamos,
Acho que é por que sempre converso contigo em pensamento,
Tentando te manter perto de mim,
Quando na verdade nem sei se estou dentro de você,
Mas continuo tomando noite após noite doses de ilusão
Parece que isso conforta o meu coração
Só não sei o que fazer quando essas doses acabarem
Só iria me sobrar a realidade
E ultimamente não há beleza alguma nela
Dizem que ”o que os olhos não vê o coração não sente”
Então porque me deparar com uma realidade tão sem graça
Quando posso me cercar de uma ilusão tão poética
Um universo só meu onde você estará sempre ao meu lado
Enquanto durarem as doses, enquanto elas o sustentarem

o ex poeta

Por favor, meu bom rapaz
Não me peça pra escrever
Mexe com meus sentimentos
Coisa que não quero fazer

Se quiser te conto em prosa
Tudo o que se passou
Vou falar sobre as facetas
Que o amor me revelou

Mas escrever meu jovem
Não e boa idéia não
Isso é coisa complexa
Mexe com a emoção

Hoje ela fala baixinho
Nem consigo escutar
Mas se eu mexer com ela
Logo ela vai gritar

Seus gritos ate me fazem
Perder a sanidade
São loucuras que me trazem
Do amor muita saudade

Não me peça pra escrever
Mas não me leve a mal
Estou cansado de sofrer
O amor sem dor não é real

sagradas lembranças

Queimem minhas cartas
Quebrem minhas porcelanas
Mas, pra ser sincero, Não adianta
Ninguém vai apagar minhas lembranças

As chamas do ódio não irão consumi-las
E as gotas de dor não irão manchá-las
Por mais que alguém tente denegri-las
Sagradas em minha mente estarão guardadas

Não ousem macular a santidade
De nossas noites de amor
Não ousem dizer que era errado
O beijo que se roubou

Errados foram os beijos
Que ficaram na vontade
Não passaram de desejo
Não viraram realidade

Não ousem dizer que era errado
Não ousem negar que era amor
Não afirmem que era pecado
Não ousem dizer que acabou

O canto do canário triste

Amor, se um dia te deixei
Juro foi por medo de te magoar
Medo de não ser aquele
Que você um dia veio a sonhar

E agora vivo solitário
Feito um canário
Triste a flautear
Sabendo que não sei viver
Sem teu amor
Sigo a chorar

Meu canto já zoa engasgado
Estou engaiolado ao te ver passar
Voando com outro canário
Que ao seu ouvido esta a assobiar
Enquanto você o escuta
O meu canto triste se perde no ar

Espero que alguém escute
Esse meu canto e vá lhe contar
Que a numa gaiola fria
Há um canário triste
Morrendo por te amar

O circo acabou

Não sente na platéia
O espetáculo acabou
Já se apagaram as luzes
E o palhaço se limpou

Olhe a sua volta
não tem ninguém aqui
Acabaram se as piadas
Você não ira sorrir

Na sente na platéia
procure outro lugar
As lonas estão descendo
podem ate te machucar

Quem sabe outra temporada,
ou em outra estação
Quem sabe outro circo,
ate outra ocasião
Mais agora já é tarde,
é hora de fechar
O circo esta saindo,
e não sei se vai voltar

em um segundo

O ódio acabou
A dor cessou
No segundo em que você sorriu
A discórdia me deixou

A tristeza foi embora
Já nem sei o que a casou
Tudo isso no segundo
Em que a lagrima rolou

Não sorria desse jeito
Quer abrir quem se trancou
Pode acabar revelando
O que em secreto ficou

Não me olhe desse jeito
Qual é a sua intenção?
Quer desvendar os mistérios
Ocultos em meu coração?

saga de um poeta (Parte II – retratações)

Estava entre dois amores
A música e você
Quando escolhi por ela
Foi pra te deixar viver

Um artista sem arte não tem brilho
Não tem intensidade
Não lhe traria sorrisos
Amaria pela metade

Como estou sem você
A dor é minha inspiração
Cada melodia que toco
Traz consigo essa emoção

As pessoas logo choram
Quem escreveu essa canção
São canções de um poeta
Que arrancou seu coração

Eu sei a musica é bela
Mas não me faz lucrar
Não lhe traria o conforto
Que um dia sonhei em lhe dar

Sei que fui covarde
Quando tomei minha decisão
Fiz sofrer minha princesa
Mas imploro seu perdão

Sei que em seu castelo
Outro príncipe esta a porta
Em seu cavalo branco
Tão altivo que nem me nota

Mas observo calado
Só aceno com mão
E você abaixa a cabeça
Com um olhar de solidão

Há escolhas em nossa vida
Que são difíceis de tomar
Pois, depois que são decididas
Não se pode mais voltar

Venho através desta carta
Apenas me retratar
Dizer que se te deixei
Não foi por falta de amar

Vivi beleza resplandecente
E hoje estou na escuridão
Tendo em minha companhia
O som de um a triste canção

Que fala de um amor perfeito
Que um dia me fez sorrir
Mas pelo amor a arte
Eu o deixei partir

Despeço-me minha querida
Não precisa entender
Isso é coisa de poeta
Que tem sina por sofrer

Só escrevo estar carta
Pedindo-lhe, por favor,
Não me queira mal
Não me odeie
Meu amor.....

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A saga de um poeta

Muitas lagrimas rolaram do meu rosto,sofri demais por alimentar ilusões,
na imperfeição de pensar que tudo era perfeito,
projetei uma mulher que não existia em alguém que não podia interpreta-la.
Enfim, após me afogar em prantos consegui chegar as margens desse mar de ilusões,
e com os olhos ainda mareados enxergava vultos do que seria uma corpo de mulher,
apesar do som de seu sorriso ser semelhante ao de uma criança.
Meus olhos começavam a se acostumar com a luz da realidade
e então pude enxergar a beleza de seus traços,
que acompanhado de um olhar implacável fizeram com que voltasse a terra firme,
mas “como chegar a ela?”
O medo tomava conta do meu corpo dizendo que não queria sofrer novamente,
ao mesmo tempo em meu coração pulsava a procura de um novo amor,
lançando em minhas veias a coragem necessária para prosseguir.
Afinal de contas o que o que são lagrimas?Elas caem, secam, são apenas água salgada.
Não seriam um empecilho para o herói desta saga,
que sofreu mas continua lutando pela sua felicidade.
e no momento que foi de encontro a ela,
gotas de chuva caiam em seu rosto,
como se Deus chorasse de alegria pois sabia que enfim nosso herói encontrara seu grande amor
e assim começou nossa amizade,
e essa amizade virou paixão,
e essa paixão virou amor,
e hoje esse poeta descreve orgulhoso sua saga
pois uma das coisas mais difíceis para o homem é encontrar o seu grande amor
e eu .......Eu consegui!